sexta-feira, 19 de junho de 2009

Felicidade: causa ou conseqüência?




A felicidade deve ser procurada, conquistada e almejada? Ou simplesmente num determinado momento ela passa a habitar dentro de nós tornando-se um caminho e não o ponto de chegada? A maioria de nós acredita estar sempre em busca da felicidade e acaba perdendo momentos agradáveis da jornada terrena por acreditar que deve estar distante de tudo e de todos, pois não pode afastar-se desta busca.


A idéia de felicidade que temos estaria relacionada a muito dinheiro, sucesso, projeção social e destaque profissional? Ou felicidade encontra-se simplesmente quando recebemos um sorriso verdadeiro, passamos uma tarde agradável no campo, brincamos de forma descompromissada com nossa família ou quem sabe tomamos uma bebida com nossos amigos numa conversa informal? Depende dos sonhos e perspectivas de cada um e não estou aqui para dizer o que é felicidade ou como conquistá-la. Logicamente, todos devem estar pensando e imaginando seus conceitos de felicidade e não é necessária apenas uma opção, sendo que o mais adequado é uma profunda reflexão sobre o que realmente desejamos e buscamos e desta forma entenderemos que tudo o que foi descrito anteriormente são ilustrações reais de felicidade.


Peço a todos vocês, neste momento, uma profunda e verdadeira viagem ao seu próprio interior junto a sua essência, para que possamos entender que já somos felizes hoje e fomos felizes ontem e, portanto, poderemos ser felizes amanhã. O que não sabemos ainda é se a intensidade da felicidade do amanhã será a mesma do ontem, mas neste momento devemos repensar nossas atitudes e nossos passos para avaliar o risco. Quando se discute a tal felicidade esquece-se que cada ser humano possui suas próprias verdades e emoções e certamente seus conceitos e suas buscas serão diferentes.


Quando entendermos que na verdade tudo o que nos cerca poderá nos trazer felicidade, conseguiremos viver intensamente cada dia como se fosse o último e nossa busca terrena será por etapas. Quando entendermos que não será preciso tirar férias para alcançar a felicidade ou que não será necessário brecarmos nossas atividades e compromissos profissionais para sermos felizes, certamente neste dia saberemos que a verdadeira felicidade está na alma e no coração. A verdadeira busca da felicidade deverá ser com a emoção e não com a razão.


A felicidade pode ser alcançada com muito dinheiro, poder e ascensão profissional, mas também pode ser simplesmente obtida com simples atos e fatos como: receber um sorriso, amar e ser amado, sentir o perfume de uma flor quando estamos caminhando, brincar com uma criança, abraçar, tocar e sentir outra pessoa, admirar o sol e sentir o sabor da chuva. Tudo isso é felicidade, o que importa é o equilíbrio entre nossas diferentes buscas.


Felicidade não é um conceito frio e sim uma forte emoção e por isso a felicidade é diferente para cada um de nós, pois não depende apenas das conquistas, mas sim, de como a sentimos. Este sentimento que nos atordoa mostra que somos mais do que corpos de “carne e ossos” e que existe algo grandioso em nossa vida, sendo que muitas vezes, não compreendemos, mas isso nos torna seres capazes de sentir a felicidade de diferentes formas e sob diferentes aspectos.


Não importa “onde” vamos chegar e sim “como” vamos chegar. O que faz com que cada jornada tenha algo surpreendente e sensacional é a surpresa que a cada dia poderemos escrever novas páginas no livro da vida.


Por: Affonso Celso Gonçalves Jr.

Bandaids do coração




Você já parou para ver como é o seu coração? Como ele anda ultimamente? Não, não estou falando só daqueles chatíssimos exames de esteira ergométrica ou dos litros de sangue que você já deu em troca de míseros números de colesterol. Estou falando do outro... do coração, centro dos sentimentos.


Uma vez me explicaram que emoção é diferente de sentimento. Sentimento é o que se sente na alma, no coração. Como o amor, por exemplo. Emoção é aquilo que sentimos na barriga e vai subindo, subindo, como a raiva ou a paixão. As emoções vêm e vão. Depois de quinze minutos daquela discussão idiota com seu marido você nem se lembra mais “por que foi mesmo?”. Raiva passa. É como a paixão. Você não se governa quando vê o bofe, mas depois de dois meses “como era mesmo o nome dele”? Pois é, isso são as emoções.


As emoções não são coisas que controlamos. Podemos controlar a raiva para não esfaquear o marido, mas não podemos não ter raiva se algo nos irritou. Ela simplesmente vem, sobe e ponto final. E se você está aí sentada pensando que não sente raiva, querida, está só se enganando.


Os sentimentos são diferentes, muito diferentes. Eles não têm pressa, eles não chegam correndo. Você não olha e ama. Você vai amando no dia-a-dia, com as coisas que a pessoa faz, com o que a pessoa diz. Uma mãe não se apaixona por um filho, ela o ama. Vai amando a cada dia em que ele se forma na sua barriga, depois que ele nasce, quando ela percebe que o ama. E isso é o amor de verdade, não a paixão.


O amor é calmo, é translúcido. Você não tem pressa, não acha que vai perder porque o amor é seu. Você sente. Está lá dentro do seu peito e de pensar em qualquer pessoa que você ame dá um alívio gostoso. Pense naquelas vezes em que teve um problema cabeludo, mas quando pensou em alguém que ama, só de pensar já se sentiu melhor. É mais ou menos por aí.


Amamos com a alma. Amamos porque sentimos. Quem não sente não pode ter a maravilhosa capacidade de amar. Pode, sim, apaixonar-se, mas não se permite amar. Não porque não queira, mas porque nem sabe a diferença.


E esta é a grande pergunta, sempre: "o que é o amor e o que é a paixão e como eu sei a diferença?" Como eu sei que amo e que não é só uma paixão? A gente confunde tanto... diz que ama a paixão e despreza o amor. Como pode isso?Amar é isso: é entrega de um pedacinho da sua alma em troca do mais absoluto nada. Você não quer nada, não exige nada... só quer pode ficar ali, junto, sem pensar, só sentindo que aquele é, com certeza, o único lugar do planeta onde você queria estar. Que estar naquele lugar com aquela pessoa é a coisa que mais faz o seu dia feliz.


E amor pode ser por qualquer pessoa. Pode ser por uma coisa, por uma idéia, por uma profissão. Mais uma vez, repito, quem sente é você. O amor não morre com o outro ou com a distância. Você não enterra seu amor junto com os entes queridos que já se foram. É o que chamamos de saudade. “Saudade é o amor que fica”, como li num dia desses num texto que recebi pela internet. Fica e dura para sempre. Uma mãe que perdeu um filho sempre vai amá-lo. Uma mulher que perdeu o marido, também. Isso não quer dizer que não vivam, que não possam se apaixonar. Mas o amor, ele é sim eterno.


É engraçado, né? Procuramos tanto o amor eterno, o famoso amor eterno, e não percebemos que ele já existe dentro de nós. Que não precisamos do príncipe para amar eternamente. Que nem precisamos ficar com a pessoa para amá-la eternamente.


Perdi minha avó com 14 anos. Ela era minha segunda mãe e o amor que tenho por ela, ainda hoje, é enorme. E é uma delícia poder ainda sentir esse amor. Não é bárbaro? Ela se foi porque esse era o seu caminho, o seu destino e as suas escolhas, mas isso não matou o que sinto por ela. Ela sempre, sempre terá um cantinho, um nicho bonito e bem cuidado dentro do meu coração. E, assim, todas as nossas lembranças boas como as batatas-fritas que ela fazia, os morangos que colhíamos juntas no quintal e as brincadeiras do Bozo em frente à TV... vão durar para sempre.


Isso é o amor eterno. Isso é o verdadeiro e real amor eterno. Aquele que cultivamos dentro de nós e que não precisa de prova nenhuma de que existe. Porque ele é mais real do qualquer outra avó viva que haja por aí.


E é sentir e perceber isso que cura as nossas feridas. Que cura a nossa saudade. Que coloca pequenos bandaids no nosso coração. Que nos mostra que mesmo não presente, a presença do amor é sempre eterna. Não a posse da pessoa ou da coisa em si. Não o apego que ela fique conosco porque precisamos dela, como se precisássemos de qualquer coisa que esteja fora de nós, mas por amar. E só.


É uma grande ilusão procurar no mundo, a felicidade. Ela já existe. Está lá dentro, escondidinha, muitas vezes por uma montanha de mágoa e de corações partidos. Chega disso! Vamos largar isso? Vamos largar as mágoas, os casos mal-resolvidos, os problemas de infância e todas essas coisas que, na verdade, só nos ajudaram a sermos as pessoas que somos hoje? Vamos viver com verdade, verdade absoluta no que sentimos.


Faça um exercício agora, um que aprendi esta semana no Gasparetto. Coloque a mão no peito e sinta você lá dentro. Sinta essa pessoa que mora lá dentro e que é dona da sua verdade. A sua alma. Aquela que sabe cada pequeno detalhe do que é o melhor para você. Aquela que a orienta de verdade, tanto para acertar um caminho, quando para resolver a crise mundial.


Olhe lá para dentro e sinta-se. Sinta o amor que você tem reservado para você mesmo e que é eterno e nunca acaba. Limpe as teias de aranha do seu coração, coloque lindos bandaids coloridos e cure essas feridas. Logo os bandaids nem serão mais necessários e todos os seus amores estarão felizes, vivendo lá dentro de você.


Isso é o nosso poder pessoal absoluto. O poder de podermos sentir!


Sinta isso!

Por: Andrea Pavlovitsch

quinta-feira, 18 de junho de 2009



"Beleza e inteligência são coisas boas e desejáveis mas a melhor escrava é a que ama mais intensamente..."

(Magicians of Gor)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Crônica do Amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.

Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.

Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.

Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.

Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.

Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa.

Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

Pense nisso.

Pedir é a maneira mais eficaz de merecer.

É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

terça-feira, 16 de junho de 2009



Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem Paz, é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

(Madre Tereza de Calcutá)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

HOJE É DIA DOS NAMORADOS...






Quero que o DONO saiba que será sempre meu namorado...
serei sempre TUA... só TUA... serei TUA cúmplice, serei TEU abrigo nas tempestades, TUA alegria na tristeza...

Quero TE beijar e sussurar palavras proibidas... quero desejar e ser possuída, toda... intensamente, até me consumir... e, quando estiver exausta de amor, quero tudo de novo... me deixe andar em meus sonhos, me deixe achar que ÉS o meu príncipe, mesmo que não seja e pensar que VC não vive sem mim...

Quero ser importante prá VC, como VC é prá mim...

Quero imaginar que sou a menina de TEUS sonhos e me entregar prá VC, plena, sem reservas...

Trace meu destino... confio em TI!!!

Em troca, prometo... jamais TE deixarei, nem nos pensamentos... LHE darei qualquer coisa, minha submissão, minha dedicação, respeito, meu carinho, meu amor... e até minha vida se preciso for...

TE amo prá sempre!!!

{mel}do Sr.Eduardo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Coragem de Desistir...


Hoje precisava escrever sobre esse tema que... em principio, parece tão controverso...

Certa vez, num domingo, estava na casa de um namorado, lendo jornal na sala, eu num canto e ele em outro. De repente me veio uma luz, como se eu estivesse mais lúcida, como se os véus que me faziam imaginar o que se passava do outro lado, tivessem caído finalmente. Comecei olhar o ambiente, a situação e o que eu estava fazendo com a minha vida. Nada fazia mais sentido, meu lugar não era mais ali. Comecei a enxergar a situação com outros olhos, os olhos espirituais. Maravilhoso enxergar com esses olhos... os olhos da alma... que nos colocam em contato direto com o que realmente vale a pena... com o certo.

"Coincidentemente", recebi uma ligação de Saul Brandalise Jr. dizendo: "Simone, você me deu um pêndulo de radiestesia e eu estou treinando com ele, alguma coisa me disse para te ligar e dizer que é hora de mudar, de sair dessa situação"... Lógico que, como uma luz, as informações e sinais aparecem de várias maneiras. Era hora de desistir, eu não estava acostumada a desistir de nada. Sempre terminei os cursos que comecei, sempre me achei persistente... sempre achei que desistir de qualquer coisa era para pessoas fracas.

Hoje, depois de muitos anos, percebi que desistir era meu ponto fraco. Sempre tive vontade e coragem para continuar, persistir e não entendi a linha tênue que existe realmente entre a teimosia e a persistência. Uma grande amiga dizia que ela era tão teimosa que o ascendente dela era em mula e não em Capricórnio. rsrs

Hoje eu entendo que muitas coisas nos machucam, muitas pessoas e situações passam dos limites de tolerância e do respeito. Deus, o Universo e nossa própria alma mostram que é chegada a hora de desistir de uma situação que já se esgotou e que ainda estamos presos por fios de dependência emocional, por medos infundados.

Hoje, conversei com um amigo que estava numa situação muito difícil numa empresa e resolveu ponderadamente deixar cair o que tem que cair... simplesmente cair.... sócios que não servem mais... produtos que não dão mais lucro... formas administrativas inadequadas.

Veja bem... não estou incentivando ninguém a desistir de nada. Estou dizendo que muitas coisas já acabaram faz tempo e nós não queremos aceitar que é chegada a hora de mudar, transcender. Água parada apodrece, água que fui purifica, limpa.

Dizem que o casamento de pessoas que se amam não se inicia na troca das alianças mas... na troca de olhares. Também acredito que muitas situações não terminam quando o juiz assina, elas já terminaram muito antes com o desrespeito, a traição, a desconexão.

Enfim, é preciso ter coragem de desistir do que nos faz mal, do que não é mais.

É preciso ter coragem para persistir no bem. Tudo o que faz bem para o corpo e para a alma. Aprendi a escolher tudo assim... estou aprendendo a confiar mais e mais em mim mesma e no Universo...


(Simone Arrojo)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Autoconhecimento é fundamental para se relacionar...


As relações em geral são sempre motivo de queixas e uma das mais frequentes é o modo pelo qual somos tratados, independente dos motivos. A frase: "O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença" de Érico Veríssimo, nos faz lembrar em como as pessoas tratam com indiferença aqueles com quem convivem e dizem amar. Não, com certeza isso não é amor! Algumas pessoas entram na vida de outras e fazem um verdadeiro estrago... e sequer demonstram arrependimento, sequer voltam para pedir desculpas ou saber como você está se sentindo. Quem já foi alvo da indiferença sabe a dor e o estrago que causa, e sabe também que os cacos serão um a um recolhidos, mas até isso acontecer quanto sofrimento provoca... E quem causou isso continua a vida, muitas vezes sem sentir o mínimo de dor, ao menos aparentemente, e vai machucando outros por onde passa.
Claro que um relacionamento afetivo tem sua base e suas peculiaridades, e se um faz algo, foi porque o outro permitiu; mas a verdade é que quem não está bem consigo mesmo, deveria no mínimo ter a responsabilidade de não se envolver com outra pessoa. Sim, muitas pessoas não têm a percepção de não estar bem, e quando se relacionam, o outro muitas vezes funciona como um verdadeiro espelho, ou seja, aquilo que não vê em si mesmo, projeta no outro, acreditando verdadeiramente que não lhe pertence. Usa o outro como espelho, sempre com o dedo acusador, sem se dar conta de que apenas está projetando no outro tudo que não consegue ou não quer enxergar em si mesmo.

É importante pensar ainda que se "envolver" para um pode não ter o mesmo significado para o outro, pois a maioria apenas mantém relações superficiais. Enfim, as variáveis são muitas, o que não nos impede de refletir sobre as possíveis causas e suas consequências, e assim ficarmos mais atentos na próxima relação. Afinal, os erros e as experiências são para aprendermos. Portanto, cabe a quem conhece esse processo não cair em tal cilada.

As pessoas estão tão alienadas de si mesmas, vivendo tão na superficialidade, que se esquecem de valores básicos como educação e, acima de tudo, respeito. Mas como podem se preocupar com o que o outro sente se não identificam nem aquilo que está bem dentro de si mesmo? Como respeitar os sentimentos do outro, se não respeitam nem os próprios sentimentos? Diante de tantos desencontros, como se envolver, verdadeiramente, sem se machucar?

Sim, o outro machucou, e nós, por vários motivos, conscientes ou não, permitimos, consentimos, nos iludimos, criamos expectativas, e ainda não consideramos vários sinais, sutis ou evidentes e o resultado disso tudo é um só: dor, dor e mais dor! Muitas vezes fazemos muito, cedemos muito, com a intenção que a relação dê certo; esperamos que dessa vez fosse diferente, mas não é! Decepcionamo-nos. E talvez se decepcionem conosco. Seja qual for a realidade, todos podemos aprender com tudo que acontece. Mas só aprende quem quer, quem deseja crescer, evoluir, e está aberto para perceber quanto o autoconhecimento é fundamental, do contrário situação semelhante voltará a acontecer, tanto para quem machucou como para quem foi machucado.

Ficar apontando o dedo, criticando, julgando, só demonstra o quanto não se consegue olhar para dentro de si. Não é nada fácil ter a coragem para enfrentar um processo de análise, o qual tem como objetivo principal o autoconhecimento, por isso é muito mais fácil apontar o que o outro, supostamente, fez de errado. Propor-se e se comprometer a ficar toda semana sentado por uma hora, durante um período indeterminado, para se encontrar consigo mesmo, e assim buscar a origem de seus conflitos, identificar suas máscaras, entender os motivos de seus comportamentos, encontrar sua verdadeira essência, realmente não é para qualquer um!Muitas vezes, quem nunca passou pelo processo, acusa o outro por todas as dificuldades encontradas no relacionamento, e se esse também não se conhece, facilmente irá assumir toda a culpa pelo que não deu certo. Isso acontece mais frequentemente nas relações afetivas, mas também encontramos conflitos por falta de autoconhecimento nas relações de amizade, familiar e profissional. Autoconhecimento deveria ser condição básica para qualquer tipo de relacionamento. Já dizia Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo", e eu acrescentaria: "...antes de se envolver emocionalmente com outra pessoa".

Quando uma pessoa -eu, você-, pretende, quer ou começa a se envolver com alguém, deve sim ter a responsabilidade de estar bem consigo mesmo para não jogar todos seus lixos no outro, pois é isso que acontece quando não se conhece a si próprios. Ninguém tem a responsabilidade de salvar, suprir necessidades emocionais do passado, ou mudar o histórico de vida de ninguém, pois isso é impossível, mas também ninguém tem o direito de piorar aquilo que já foi ou é tão difícil de ser superado. Ainda que a pessoa não saiba nada sobre o passado e as necessidades do outro, deve respeitá-lo acima de tudo como ser humano e lembrar que todos têm um histórico, uns mais difíceis de serem superados, outros menos.

As pessoas sequer têm consciência de suas necessidades emocionais, as quais dão origem às máscaras, e saem em busca de quem as salve, quando elas mesmas não conseguem se salvar. Complicado? Pode parecer, mas não é. Todos nós utilizamos máscaras, pois é um processo inconsciente como proteção e defesa da dor, mas sem autoconhecimento vivemos como se essas máscaras fossem nossa essência, o que não é verdade, pois nossa essência está escondida, e só a descobrimos quando nos dispomos a nos conhecer. Diante desse quadro a maioria dos relacionamentos envolve apenas mascarados. Eu uso minhas máscaras (das quais sequer tenho conhecimento), você utiliza as suas, e o conflito se instala. E o amor só pode ser realmente sentido quando duas essências se encontram, é essa a grande diferença!Num encontro de duas pessoas que estejam abertas para evoluir, há sempre a oportunidade de ambos aprenderem um com o outro e crescerem. Uma relação é feita a dois, cuja base é a troca... de afeto, carinho, atenção, amizade, cumplicidade, respeito, verdade, fidelidade, amor! E quando não se está preparado para tal troca e crescimento, é muito melhor encontrar-se antes consigo mesmo para só depois se permitir encontrar-se com o outro.

(Rosimeire Zago)

Equilíbrio emocional...



Seu equilíbrio emocional se reflete em todos os aspectos de sua vida, mas o que mais podemos perceber é com relação à nossa capacidade de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e em obter o máximo de satisfação com o nosso trabalho. Através destes dois aspectos você pode fazer um diagnóstico de como anda o seu equilíbrio emocional.

Existem observações com relação à vida que devem sempre ser realizadas como, por exemplo, de que forma você encara os sentimentos e como você os percebe? Você realmente consegue se colocar no lugar de outra pessoa em uma determinada situação? Como está o seu relacionamento consigo mesmo(a)?

Para acalmar sua mente e deixar seus pensamentos mais claros não existe nada melhor do que meditar, o que irá fazer com que a sua consciência se modifique perante a vida.

Outra maneira interessante de crescer é pela escrita.
Crie um diário, use este meio para extravasar suas emoções, e você perceberá que quando terminar estará mais calmo. Quando escrevemos sobre um determinado acontecimento, acabamos trazendo-o para nossa consciência, através da lembrança de cada etapa.
E quando o fato chega a ser conscientizado, significa que 50% já está resolvido.

Muitas vezes sentimos uma necessidade enorme de contar algo para outra pessoa, o que nada mais é do que repetirmos a história para nós mesmos, a fim de entendermos o que está de fato acontecendo, ou até percebermos alguma coisa relevante ou essencial que estava fora de nosso alcance.

Procure estabelecer ligações cada vez mais fortes com as pessoas que você ama.
Incentive as pessoas e as encoraje sempre. Você estará neste momento fazendo aos outros o que deseja receber. Isto fará com que você se sinta fortalecido.

Existe outra consideração a ser feita, a pessoa que não acredita que merece receber amor incondicional e acha que suas necessidades não são importantes, além de se tornar cada vez mais desequilibrada emocionalmente, terá sempre a certeza que só mantém o amor em sua vida pelo sofrimento e doação constante. Irá suportar qualquer situação simplesmente para receber um pouco de amor.

Tenha sempre a certeza de que a pessoa mais importante neste mundo é VOCÊ!
Ame-se, respeite suas necessidades, seus desejos e seus sentimentos.

Aprenda a se conhecer!!!
Aprenda a se curtir!!!
Aprenda a estar em sua companhia!!!

(Maria Isabel Carapinha)

domingo, 7 de junho de 2009

Servidão...


Em tudo que fazemos tem que se ter sedução, D/s é pura sedução, nada se constrói em um dia, paciência para conhecer o outro em pequenas conversas, frases apimentadas que em seguida segue o ritmo da conversa normal, um toque de sentir o outro sem ter o corpo perto e assim mesmo senti-lo. O início da conquista é leveza no conversar, ler o outro, fazer a alma se acostumar e o corpo querer.

Alimento dado lentamente, momento de cuidados para o outro e assim chegar em algum lugar, sabemos que esse início é importante, é o pegar da guia com delicadeza e a submissa ao poucos ir se curvando para que em um momento possa ajoelhar-se para receber a coleira e a servidão. É um momento mágico onde a confiança passa a ser estabelecida para que se houver uma entrega ela seja plena, alma livre e limpa de medos, receios, é a entrega dos dois para algo que desejam.

A sedução deve acontecer pensando em algo que não se acabe na primeira tempestade porque se espera algo bom, duradouro e sem desonra.

O lapidador dessa jóia que lhe entrega a alma em humildade e servil a ele deve ter o olhar de cuidados e observador de onde começará o seu trabalho, esse deve ter paciência para não lhe tirar o brilho e nada perder dessa pedra bruta ao talhar, deve ter em mente sempre que uma mulher submissa tem sua alma sensível justamente por se despir de tudo para que a servidão se faça completa, ela quando se entrega deixa tudo de lado, esquece todos todas as suas reservas para poder estar ali sempre inteira para seu homem, seu Dono, um Dominador de verdade a manterá fora de traumas e medos por lhe dar segurança de sua integridade, mantendo assim a integridade física e emocional da mulher que se curva aos seus pés.

Quando a submissa mantém a alma leve, sem receios, sorri para seu Mestre como a criança que se alegra com o amor dado e que lhe é por direito, faz por merecer o amor recebido.
Hoje já não vejo mais como um problema meus medos, sou tímida, tenho barreiras que podem ser tiradas com paciência e carinho, não preciso ser libertina, esse meu modo de ser também sempre será bem visto pela pessoa que eu me entregar, saberá me moldar para ele e terá a segurança de minhas ações corretas em integridade e respeito com o nome dele, assim como eu também espero que ele honre seu nome para não quebrar as correntes da submissão, nada é pior do que sentir a coleira pesada porque o Dominador não cuida de seu nome.

Devemos sempre ser nós mesmos, não passar a impressão do que não somos, se uma pessoa fingiu ao longo do tempo não conseguirá mais e causará desconforto ao outro, a imagem passada não irá se sustentar por muito tempo.

Toda relação é trabalhosa, de início o conhecer, se vingar o manter, muitas pessoas acham que feito esse vínculo e já ter o outro podem se manter sem nada mais fazer, engano, nada se mantém se não conquistado diariamente.

Temos que manter a atenção voltada para o outro e também para nós para também estarmos fazendo essa conquista diária e que manterá a união.

Precisamos estar presentes em nossa vida e também na do outro, temos que estar completos para não sermos vampiros no sugar o que o outro tem para oferecer sem nada darmos, não podemos deixar a solidão na vida de quem queremos bem se instalar.

Muitos Dominadores são capazes de tudo na fase da conquista, mas mudam da água para o vinho quando ela se faz, a submissa quando sente isso perde seus desejos e sua intensidade na entrega, muitas vezes fica ali mas onde havia prazeres passa a ser somente o dever de ali estar, tem esse sentimento de abandono como que nada mais importasse, o Dominador foi incapaz de a possuir como um bem maior, conquistou mas em sua incapacidade não conseguiu manter, não conheceu a essência da alma que se entrega com garra diariamente e o faz cada vez com mais perfeição, amor e confiança, falho e incoerente porque cometerá o mesmo erro sempre com todas que tiver, nunca saberá o que é ter realmente uma fêmea entregue e cheia de desejos.

Conquistou mas perdeu o melhor que é a entrega plena e o vejo como um homem Dominador incapaz, não tem a capacidade de seduzir a fêmea entregue, nada flui somente ao sabor de vento e sem ações, o vento também cessa.

O melhor tempero, afrodisíaco é o par bem cuidado, nenhuma submissa sentirá desejos por seu algoz se esse não cuidar cada minuto do que lhe pertence e lhe dar o equilíbrio e confiança necessária.

Não estou na busca de alguém que venha para arrancar meus desejos e depois de pouco tempo acabe com eles, não quero ser um instrumento para promover a liberação de sêmen, isto não alimenta a alma, é um comportamento que somente tira a ilusão e trás o vazio para quem o viveu.

Desejo o conquistar de corpos, sabor na sedução, certeza na entrega, luz na alma, conquista diária, entrega com sabor de paixão e me devotar ao homem pelo valor de seu caráter, encontro de almas na busca de um mesmo caminho, tendo isso me ajoelharei e irei entregar ao homem a minha alma e acatarei os seus desejos, suas ordens e meu corpo no dançar do chicote que estará em suas mãos e meu corpo em servidão...


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Uma guinada na vida...


Faz algum tempo, escutei uma história muito triste sobre uma mulher que aceitava do marido coisas absurdas... ouvindo aquele relato me deu uma tristeza por aquela mulher ter deixado as coisas chegarem àquele ponto e não conseguia entender como ela não se separava daquele homem que a tratava tão mal... uma vez que ela tinha condições para isso. Olhando assim de fora parecia inadmissível que alguém pudesse continuar com uma relação como aquela... mas, pensei comigo que só ela sabia como as coisas chegaram até lá e agora ela se sentia sem forças para fazer um movimento sequer para sair daquela relação...

Acho que todo mundo conhece aquela história da rã que... quando é jogada em uma água fria e a água vai esquentando aos poucos, acaba morrendo, por ter se acostumado com o calor que aumenta pouco a pouco... até o ponto em que ela não tem mais forças para fugir, ao passo que se ela fosse lançada na água já quente sairia de um salto...

Assim somos nós... ou fomos nós... em alguma época... em alguma situação...

Quantas vezes chegamos a um ponto insuportável, que se constrói devagar... e também devagar vai nos destruindo... Cedemos um pouco aqui... um pouco ali, sem perceber que o espaço que estamos cedendo vai nos afastando cada vez mais de nos mesmos... de nossa Alma...


Quando as coisas vão acontecendo aos poucos, nem percebemos a mudança até que nos sentimos irremediavelmente presos... Um dia, acontece uma coisa pequena e depois outra e vamos nos acostumando com o que é só um pouquinho ruim... até que, ao final, nos vemos diante de coisas tão ruins que não podemos mais suportar...

E quando resolvemos tomar alguma atitude para nos liberar já estamos tão distantes de quem somos e tão mergulhados naquela teia que nos prendeu que até pensamos que não temos mais forças para fazer qualquer movimento...

Mas temos sim...
Qualquer momento pode marcar o início de uma virada em nossas vidas e, por piores que as coisas possam parecer, sempre podemos escolher mudar de rumo...

É só tomar uma decisão profunda e dar o primeiro passo...

A mudança só depende de um passo... um passo de cada vez... Antes, isso parecia mais difícil... e algumas vezes dava a impressão que dependíamos do outro... mas agora, depois do Ho'oponopono, essa mudança de rumo ficou muito mais acessível a todos nós...

Os mesmos padrões que nos prendem e limitam trazem a oportunidade de liberdade muito além do que podemos imaginar...

Se olharmos com os olhos da razão... para o tanto que temos que mudar para sair de determinadas situações, isso pode mesmo parecer assustador e nos fazer crer que não iremos conseguir... mas quando entendemos que com o Ho'oponopono só precisamos pedir para limpar a causa dos problemas e que essa limpeza quem faz é a Divindade que flui transmutando em Luz, enquanto repetimos as palavrinhas mágicas, isso torna tudo mais suave e nada parece mais tão distante e impossível...

E assim, pouco a pouco... vamos fazendo o caminho de volta para casa...


Sinto muito! Me perdoa! Te Amo! Sou grata!


(Rúbia Dantés)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Insatisfação



Sentir-se insatisfeito com a própria vida é um sentimento que a maioria de nós experimenta ou já experimentou em algum momento. A insatisfação pode ter raízes muito mais profundas e geralmente está relacionada a emoções como a frustração, a mágoa ou uma autoconfiança frágil. Quando a projetamos em circunstâncias exteriores de nossa vida -como a falta de dinheiro para adquirir algum bem material ou a não realização na área afetiva-, e não olhamos profundamente para nosso interior, a fim de descobrir onde ela se origina, podemos desenvolver um padrão mental de reclamações e queixas que alimenta ainda mais o ressentimento e a infelicidade. Descobrir a fonte da insatisfação pode nos trazer respostas que a princípio podem não ser fáceis de encarar. Entretanto, olhar com coragem para nossos medos e covardias pode ser útil para enxergarmos as alternativas capazes de nos levar a um estado de realização e plenitude. A atenção ao padrão usual de pensamentos que nossa mente cultiva é o passo inicial neste processo. Através dele, poderemos perceber até que ponto nos tornamos excessivamente queixosos e incapazes de vislumbrar uma nova maneira de lidar com a vida e seus problemas. Conseguir dimensionar de modo realista aquilo que nos aborrece e distinguir o que é, de fato, significativo, é uma qualidade essencial para nos libertarmos da insatisfação e não permitir que ela se torne uma doença crônica. A cura só vem quando colocamos todo o foco sobre as razões de nosso tormento e nos dispomos a realizar tudo o que estiver ao nosso alcance para experimentar uma nova energia. "UMA MENTE QUEIXOSA, NUNCA ESTÁ EM PAZ".

...Não reclame, não se queixe a respeito de nada. Pare de queixar-se por três dias!


Não reclame se a comida está ruim. Não resmungue se os mosquitos picam você à noite.

Por três dias permaneça em total aceitação de tudo o que possa acontecer. Os mosquitos ganharão algo, é claro, mas você ganhará mais, muito mais.

Se a comida não está boa, ela prejudicará um pouco seu corpo, mas prejudicará você muito mais, se queixar a respeito.


E há razões para isto - uma mente queixosa nunca está em paz.

Nossas reclamações são insignificantes, mas o que nós perdemos é muito.

Então, não reclame. Por três dias compreenda claramente que você não reclamará de nada. O que é, é. Da maneira que é, é. Aceite absolutamente.

Então, estes três dias serão maravilhosos.


Se por estes três dias você permanecer acima das questões insignificantes, se você aceitar tudo como é e deleitar-se nisso, então você cessará de ter qualquer queixa para o resto da sua vida - porque, então, você saberá o quão tranquilo e alegre é viver sem lamentações.


Por três dias desista de todas as questões insignificantes!"
OSHO - In Search Of The Miraculous

(Elizabeth Cavalcante)

Tristeza


Ela, a tristeza, faz parte de nossa vida. Mesmo que você e eu achemos que este estágio momentâneo é ruim, temos que analisar o que está por trás deste sentimento.

Ele, o sentimento, não vem por um acaso. É colheita, quer aceitemos ou não. Faz parte da vida colher dissabores. Eles são frutos de nossos julgamentos, de nossas decisões equivocadas e, principalmente, de nossas omissões. Sim, principalmente de nossas omissões, e de concordarmos com coisas que vão contra nós mesmos.

Parece ser muito mais confortável não decidir. Esperar e achar que assim as coisas acabem, um dia, indo para o lugar certo. Não vão não, se nada fizermos.

Dias atrás me senti assim: triste.

Nada queria fazer. Na realidade, gostaria de ter ido a uma farmácia e lá comprar alguns comprimidos de alegria... Aqueles de dose concentrada e que é só tomar para sentir o efeito de imediato; como se lá, na farmácia, estivesse a solução de todas as nossas dificuldades emocionais.

Algumas pessoas pensam como eu pensei. Claro que estamos equivocados e que as soluções de nossos problemas estão efetivamente em nossas atitudes.
Resolvi mudar meus hábitos... Nada aconteceu porque em cada canto em que eu ia levava comigo a mim mesmo.

Resolvi viajar... Que viagem porcaria... As melhores paisagens, em minha mente, não faziam qualquer sentido. As pessoas que estavam comigo ficavam maravilhadas com tudo o que viam e também até com aquilo que comiam. Eu, por mais que tentasse, não achava graça em nada. O vinho, como se diz na gíria, não descia...

Resolvi meditar. Fui para um local calmo, com muita natureza e uma cachoeira para enfeitar... O barulho da água era um convite ao relaxamento. Respirei fundo, fechei os olhos e me deixei levar abandonando qualquer pensamento...

Opa... descobri logo que havia problemas para serem solucionados e que dependiam exclusivamente de mim e de minhas atitudes. Eu teria que agir-e logo-se quisesse que eles não azedassem além da conta. Fui omisso no passado...


Ato contínuo, para minha surpresa, descobri que a tristeza havia ido embora.

Ela, sem que eu tentasse, apenas com a minha mudança de frequência, acabou fazendo parte do passado. Agora eu queria agir. Era tempo para isso e não havia nada que me fizesse mudar de atitude. Descobri o meu "norte verdadeiro" em poucos minutos.


Assim, pensei depois, a tristeza é um estado de espírito e, portanto, cabe a nós decidir o que fazer com ela. A conclusão é, até certo ponto, óbvia, mas no momento em que somos tomados por sentimentos negativos, queremos tudo: colo, afago, amparo, alguém para nos escutar... mas é preciso nos darmos conta de que precisamos mesmo é de atitudes para eliminarmos os problemas que estão por trás da tristeza. Na realidade, a situação é até um pouco diferente. Precisamos, sim, evitar que a tristeza nos faça companhia. Para isso é fundamental sabermos usar a nosso favor duas pequenas palavras: Sim e Não. Torna-se vital -ainda- não termos postura de omissos, de "esperarmos um pouco para ver o que acontece"...

Jamais dizer sim quando queremos dizer não. Jamais dizer não quando queremos dizer sim... Assim, com esta postura, adeus, tristeza!


(Saul Brandalise Jr.)