sábado, 1 de agosto de 2009

Mude... Edson Marques...







Mude...
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade...



Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa... Mais tarde, mude de mesa...


Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua... Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa...




Tome outros ônibus...

Mude por uns tempos o estilo das roupas...

Dê os teus sapatos velhos...

Procure andar descalço alguns dias...


Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos...


Veja o mundo de outras perspectivas...

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda...


Durma no outro lado da cama...

depois, procure dormir em outras camas...


Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...

leia outros livros, Viva outros romances...


Não faça do hábito um estilo de vida...

Ame a novidade...

Durma mais tarde...

Durma mais cedo...


Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua...

Corrija a postura...

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias...


Tente o novo todo dia...

o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. a nova vida...


Tente...

Busque novos amigos...

Tente novos amores...

Faça novas relações...


Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria...

Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa...


Escolha outro mercado...

outra marca de sabonete, outro creme dental...

tome banho em novos horários...


Use canetas de outras cores...

Vá passear em outros lugares...

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes...


Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias...


Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores...


Abra conta em outro banco...

Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus...


Mude...

Lembre-se de que a Vida é uma só...

E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano...


Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as...

Seja criativo...


E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino...


Experimente coisas novas...

Troque novamente...

Mude, de novo...

Experimente outra vez...


Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa...

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia...

Só o que está morto não muda!!!




"Repito por pura alegria de viver:

a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena..."
















Lembre-se:


Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções...


Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros...


Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza... Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos... Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato...


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise...


Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser...

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história... É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma... É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida...


Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos... É saber falar de si mesmo... É ter coragem para ouvir um "não"... É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta... É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem...


Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você... É ter maturidade para falar: "Eu Errei"... É ter ousadia para dizer: "Me Perdoe"... É ter sensibilidade para confessar: "Eu Preciso De Você"...


Ser feliz é ter coragem e a capacidade de dizer:

"Eu Te Amo"...



sexta-feira, 24 de julho de 2009






Vai menina, feche os olhos, solta os cabelos... Joga a vida, como quem não tem o que perder, como quem não aposta, como quem brinca somente...

Vai... esquece do mundo...

Molha os pés na poça... Mergulha no que te dá vontade... Que a vida não espera por você...

Abraça o que te faz sorrir...

Sonha, que é de graça...

Não espere... Promessas, vão e vem...
Planos, se desfazem... Regras, você as dita... Palavras, o vento leva... Distância, só existe para quem quer... Sonhos, se realizam... ou não...

Os olhos se fecham um dia, para sempre... E o que importa você sabe, menina... É o quão isso te faz sorrir...

E só...












"Amo a liberdade, por isso... deixo as coisas que amo livres... se elas voltarem é porque as conquistei... se não voltarem é porque nunca as possuí..."



"o segredo é não correr atrás das borboletas... cuide do seu jardim e elas virão até voce!!!"

segunda-feira, 20 de julho de 2009





De novo essa proeza de caminhar em terreno minado... mas as leis da física estão sempre presentes na relatividade do pecado...

Delírios pactos, turbulências...


Deve ser porque tenho os caprichos inerentes à natureza da mulher.


Vivo onde habitam as feras, os espíritos das florestas, onde se determina a primavera, onde marcam nossas testas.
Passeio por onde se nasce, morre ou enlouquece, onde se aprende a natureza do fogo, íntima de Deuses e demônios.
Carrego esses pecados capitais, todos, e nem sempre é santa minha ira...

As vezes sou arrogante, intolerante; minha impaciência não se justifica. Culpo esses demônios secundários que nos fragilizam e desenham doidos itinerários...


Caminho na beira do abismo, entre o aceitável e o proibido...


Gosto de tudo o que não faz sentido: adrenalina, liberdade, sotãos, desvios, alquimia, dor, cheiros, pele, amores não resolvidos...

Gosto dos venenos lentos, dos que tecem as teias da minha libido. Os que se insinuam entre os tecidos, sussuram palavras de fel e de mel e aguçam meus sentidos...
Pensei em não voltar, mas estou sujeita às marés, aos ventos, ao tempo...


É inútil tentar disciplinar o desejo... Tentei domar meu sentimento, a inconstância do meu temperamento, volúvel como são as lágrimas...


Mas sou tão vulnerável às vazantes, desígnios, latitudes, aos ciclos e à força do mistério...


Tentei domar essa vontade de voltar, disciplinar, segurar, mas não consegui...


Na primeira noite enluarada... cedí...












Há momentos na vida em que sentimos tanto a
falta de alguém... que gostaríamos que ela
saísse de nossos sonhos e nos abraçasse
fortemente!!!









sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aprenda a se amar!




Você já reparou que por vezes queremos abraçar o mundo, quando na verdade não conseguimos abraçar a nós mesmos? Qual foi a última vez que você se abraçou?

Queremos cuidar de todos, enquanto não conseguimos, ou não sabemos, cuidar de nós e nem daqueles que amamos.

Quando não recebemos amor e atenção de nossos genitores da forma que desejávamos na infância, passamos a vida em busca deste amor em forma de reconhecimento e aprovação. Esperamos sempre, consciente ou inconscientemente, que alguém reconheça nosso valor e, quando não acontece, perdemos nosso referencial interno e também nossa auto-estima. Esperamos aprovação pelo que fazemos e, acima de tudo, pelo que somos e realizamos. E por não sermos reconhecidos, principalmente por pessoas significativas, deixamos de acreditar em nossa capacidade. Assim, passamos a buscar amor sempre no outro, e nunca dentro de nós. Esquecemos o quanto é essencial aprendermos a nos amar. Em alguns momentos, perdemos nosso amor-próprio e com ele nossa confiança, por isso a opinião dos outros se torna tão importante. Quantas vezes você disse a si mesmo do seu próprio amor? Quantas vezes você disse que se ama? Nunca? Pode ser! Mas sempre é tempo para começar.

Do mesmo modo que nosso físico precisa de água e comida, nossas emoções também precisam ser alimentadas. Mas estamos sempre esperando que o outro nos ame, nos abrace, que reconheça nosso valor, demonstre o quanto somos importantes, pois não nos sentimos capazes. Por que não nos amamos? Não nos aprovamos? Não nos sentimos importantes? Já pensou que se não nutrirmos estes sentimentos por nós mesmos, como podemos esperar que alguém o faça, e ainda mais, que faça melhor que nós? Por que desprezamos tanto nossa capacidade? Já pensou sobre isso?

É preciso aprender a identificar cada sentimento, sabendo o que sente e depois respeitar estes mesmos sentimentos e não desprezá-los. Não nos respeitamos e depois reclamamos que os outros não nos respeitam. Quantas vezes você sentiu algo e ignorou este sentimento para você mesmo? Geralmente isto acontece porque durante a vida, as pessoas tidas como significativas, ignoraram suas reais necessidades emocionais e com o tempo você aprendeu a fazer o mesmo. Por que desprezaram sua dor, você vai fazer igual? Pare com esse círculo vicioso. Olhe para dentro de você. Não como quem olha no espelho, superficialmente e tentando encontrar algum defeito, e porque até neste momento a imagem refletida é invertida. Olhe de verdade para dentro de seu ser, de sua alma. Deixe o medo de lado, pois ele não permite que você cresça. Enfrente-o e acredite que irá descobrir muitas qualidades que talvez ninguém reconheça, mas que há dentro de você. E se encontrar defeitos, quem não os têm? Olhe para eles com carinho, para mudar cada um, se quiser.

Transforme este momento no que podemos chamar verdadeiramente de crescimento, evolução. Liberte-se das necessidades não supridas de amor, aprovação, reconhecimento e saiba que só você pode se aprovar. Aprenda a se abraçar, se respeitar, se aceitar, se amar. Dê a si mesmo todo o amor que espera receber de alguém, pois só assim você poderá realmente ser amado e amar. Liberte-se das culpas, perdoe e perdoe-se! Liberte-se também das mágoas e dos ressentimentos do passado que só aprisionam e machucam tanto.

Agora, com as mãos livres, faça o seguinte exercício: coloque sua mão direita sobre seu braço esquerdo e sua mão esquerda sobre seu braço direito. Pronto! Você está aprendendo a se abraçar. Abrace-se com carinho, fale do quanto você é capaz, do quanto você pode conquistar com seus próprios méritos. Fale do quanto acredita em você e, principalmente, do quanto você se ama. Fale que a partir de agora, só você mesmo pode aprovar ou não o que faz. Se ninguém o ama, você se ama. Se ninguém vibra com suas conquistas, você mais do que ninguém passará a valorizar e a celebrar cada uma delas.

Não espere mais que o outro venha salvá-lo, venha aprová-lo e reconhecer tudo de bom que você faz. Pare de colocar sua vida e seus sentimentos, que é tudo que você tem de mais valioso, nas mãos de alguém. É claro que você pode dividir tudo isso com alguém que seja muito especial e que o ame muito, do contrário, guarde tudo só para você.

Agora olhe para dentro de você, sem medo, para que possa se descobrir. Perceba sua essência, deixe brilhar sua luz, pois só assim encontrará paz e poderá valorizar sua maior dádiva: sua vida neste momento presente! Afinal, o passado já se foi... e o amanhã, ah, o amanhã! Quem saberá? Por isso, a hora de começar é agora, faça seu melhor já! Comece irradiando amor... primeiro por você, depois poderá contagiar aqueles que ama.

(Rosemeire Zago)



quarta-feira, 8 de julho de 2009

DONO...





A nudez do TEU corpo é idéia que vaga solta no campo
da fantasia... abre portas, ressuscita sonhos
e incendeia as minhas emoções...

Atordoada pelas saudades crescentes...
meu corpo todo se ouriça à TUA procura...

Quero me queimar no TEU fogo e guardar para sempre a cicatriz escarlate dos N/nossos encontros...
























terça-feira, 7 de julho de 2009




Gente virtuosa demais me desagrada...


Prefiro os imperfeitos...


Gosto daqueles que lutam para não enlouquecer...


Preciso daqueles que têm medo, e ainda que de pernas bambas, seguem...


Sonho com aqueles que trazem a esperança por um fio...


Aqueles que sabem rezar e se recusam para não incomodar o divino...


Aqueles que se perderam de si próprios...


Apaixono-me por aquela gente que traz um olhar perdido, como quem se prepara para dar adeus...


Necessito de gente cuja boca tenha beijado tantas outras, que já perdeu as contas...


Não por um simples capricho sexual ou uma promiscuidade sem poesia, mas por necessidade de mais vida...


Prefiro gente que um dia trepa, no outro fode e no terceiro faz amor...


Gosto de gente que erra tanto, que consegue ousar sem neura...


Preciso de gente que ama e odeia; porque de indiferentes o mundo já está cheio...


Vibro com gente que não aceita desrespeito... Gente que num dia desiste e no outro tem fé...


Amo gente que ama sem se importar com o gênero... Gente que salva desconhecidos... Gente que enxerga onde os olhos já não podem ver...


Realmente eu preciso de gente imprecisa...


Porque a imperfeição é perfeita, dentro do que se propõe...


(Isa Zeta)





segunda-feira, 6 de julho de 2009

Diário de Emoções




Quantas vezes você sentiu angústia, uma dor no peito incontrolável, uma vontade imensa de colocar para fora o que sentia, com a nítida sensação que se não falasse iria explodir e percebeu que não havia ninguém com quem falar? Ou ainda, quantas vezes desabafou com alguém que confiava e depois tudo aquilo que foi confidenciado tornou-se alvo de fofocas ou comentários maldosos?


Já percebeu as infinitas vezes que procurou alguém para falar o que estava sentindo e era só parar para respirar, o outro logo vinha contando a própria história, deixando-o com a sensação de que não foi ouvido? E naquele momento você precisava apenas de alguém com sensibilidade para que o ouvisse com atenção para aliviar sua dor. A experiência do outro pode até ajudar, mas o que acontece mesmo é que todos estão tão ansiosos para falar, que nem percebem o momento que devem calar e permitir que quem os procurou tenham apenas um ombro para chorar. A última coisa que você queria era ouvir mais problemas, já que naquele momento estava difícil suportar os seus, não é mesmo?


E você desejando apenas alguém que o ouvisse, teve que suportar julgamentos, críticas e opiniões, que sequer havia pedido. Parece que o fato de falar dá ao outro o direito de julgar, emitir opiniões, mesmo quando não solicitado. Há ainda aqueles que nos dão seu silêncio, mas não o silêncio de apoio que se demonstra num olhar, num abraço apertado; oferecem-nos aquele silêncio que não há outra forma de interpretar senão como desprezo, indiferença, e acabamos somando mais uma dor, nos fazendo sentir que nossos sentimentos não têm valor algum. E como isso também dói.


Os sentimentos e emoções afetam todo nosso organismo, como todos nós sabemos.


Como não é algo que podemos visualizar, é abstrato, muitas vezes temos dificuldade em identificá-los ou entendê-los e assim, elaborá-los. Sentimos angústia, cansaço, uma grande confusão que nos impede até de pensar e, fugimos. Não queremos pensar e muito menos enfrentar, ainda que inconscientemente. Mas logo a angústia insiste em retornar como se fosse para nos lembrar que há algo mal resolvido dentro de nós.


Nesse momento, muitas vezes, o melhor amigo poderá ser um papel em branco... é isso mesmo, uma folha onde você poderá escrever tudo o que sente, sem julgamentos, ou ainda no computador, mas só tome o cuidado para que outra pessoa não tenha acesso às suas anotações.


Quando você escreve o que sente, permite uma conexão com você mesmo e com tudo aquilo que você tem de mais valioso: seus sentimentos. Ainda que ninguém os respeitem ou considerem, você deve respeitá-los e acima de tudo, ouvi-los.


Escrever sobre os próprios sentimentos pode melhorar até a saúde e ajudar na remissão de muitos sintomas. Foi realizada uma pesquisa na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, onde acompanharam 180 mulheres em estágio inicial do câncer de mama por três meses e as conclusões são claras. Elas foram divididas em 3 grupos. Um escreveu sobre o medo de morrer, o segundo sobre a aproximação da família e o último não escreveu nada. Quem passou para o papel seus sentimentos teve menos da metade dos problemas físicos relacionados ao tratamento. Mas não precisamos ir muito longe, de todos as pessoas que atendo no consultório, todas são orientadas a escrever sobre seus sentimentos. É claro que apenas uma minoria coloca em palavras o que sente, porém são essas as pessoas que mais conseguem obter controle sob suas emoções.


Ao escrever, você adquire antes de tudo autoconhecimento. Você pode escrever o que está sentindo no momento, ou escrever sobre toda sua história, principalmente momentos que marcaram sua vida. Isso trará um entendimento mais profundo de muitas situações que foram deixadas de lado, mas nem por isso deixam de machucar. Você pode fazer um diário de emoções, anotando tudo o que sente. Quando for escrever, não se preocupe com a caligrafia, acentos, pontuação, dê ouvidos apenas aos seus sentimentos, permitindo-se expressar apenas sua emoção. Ao escrever seus sentimentos, o lado direito de seu cérebro estará ativado, que é a parte responsável pelas emoções, e ao preocupar-se com a letra, ativará o lado esquerdo, responsável pela razão, e que poderá bloquear suas emoções. Por isso, não se preocupe com nada, apenas em colocar em palavras o que sente.


No começo será natural sentir um pouco de dificuldade, mas se deixar fluir tudo o que estiver sentindo, sem querer entender ou justificar, aos poucos perceberá que os sentimentos virão e seus dedos correrão sobre o papel ou teclado com muita facilidade. Se estiver muito confuso, poderá escrever o que estiver sentindo separando por áreas da sua vida, por exemplo, profissional, financeiro, afetivo, familiar, pessoal, pois muitas vezes a confusão se instala quando misturamos tudo.


Depois que suas emoções foram colocadas no papel, você poderá em outro momento em que estiver mais calmo, ler o que escreveu e analisar, agora sim com a razão, sobre tudo que estava sentindo. Isso fará com que perceba mais claramente seus sentimentos e também os motivos que os despertaram. É como se organizasse sua mente, equilibrando sua emoção com a razão.


Podemos encontrar nas letras os motivos e o entendimento dos próprios sentimentos. Você pode também escrever, se for o caso, para alguém com quem você não consegue verbalizar o que sente, seja depois de uma briga ou apenas para expressar seus sentimentos, sem pensar em entregar, apenas para desabafar o que sente.


Mas escrever serve mesmo para conhecer-se! Descobrir o que pensamos sobre nós mesmos e também os sentimentos que são despertados dentro de nós por aqueles com quem convivemos eleva nossa percepção de nós mesmos. É como um levantamento de nossas idéias e uma auditoria nos sentimentos. É uma maneira de comprometer-se consigo próprio, transformando o raciocínio em palavras que podem ser relidas, analisadas, sem defesas ou fugas, que muitas vezes acontecem quando ficam limitadas apenas aos pensamentos.


Mas tenha o cuidado para que ninguém tenha acesso às suas anotações ou seu diário. Depois de tudo analisado, você poderá, se quiser, rasgar, amassar, queimar, jogar no lixo, deletar, ou ainda, poderá guardar para ir observando, cada vez que reler, seu próprio progresso, suas conquistas, sua capacidade de superar obstáculos que a princípio pareciam intransponíveis. Escrever é altamente terapêutico e torna-se cada vez mais fácil com a prática. Você só saberá se começar. Você tem uma folha de papel em branco???


Resemeire Zago

domingo, 5 de julho de 2009




A intimidade é uma necessidade legítima do ser humano, sem a qual não é possivel ser feliz.




No entanto, conquistá-la não é uma tarefa simples...




Temos medo de ser rejeitados se nos mostrarmos tal como somos e revelarmos nossos sonhos, esperanças, medos e fragilidades...




Mas... para construir um relacionamento feliz e duradouro, precisamos estabelecer uma relação de confiança e entrega...




A verdadeira intimidade engloba todos os aspectos da natureza humana; físico, emocional, intelectual e espiritual...




Se aprendermos a explorar esses aspectos, encontraremos muitos motivos para passar a vida inteira juntos...

quinta-feira, 2 de julho de 2009



Eu ouvia TEUS passos... caminhava em TUA direção.
Absorvia TEU poder sem sequer saber-TE mortal...
Sentia TUAS mãos guiando-me, e apenas ia, seguindo minha intuição.
E aguardava calada o momento da entrega...
Fatal...

Amei-TE nos meus sonhos de menina.

Idealizei-TE noite, dia... incessante espera.

Imaginei-TE possuindo-me, felina.
Jurei-TE devoção nos meus delírios de cadela...

Até que enfim chegastes...
Forte e poderoso, diante de mim, TEUS pés...

Curvei-me. No coração a certeza, no corpo a entrega plena.
Posse definitiva e verdadeira... Ainda que tenha andado na contra-mão e no revés. Agora sim, era TUA e queria que fosse para a vida inteira...

Presa às correntes da submissão, conheci o sabor da liberdade genuína.
Provei da verdade ao seguir de olhos fechados o TEU caminhar.

Amarrada, e à mercê das TUAS vontades, a fêmea se entrega. Menina.
Acorrentada aos TEUS desejos, brindo à escravidão que me permite ser FELIZ...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Felicidade: causa ou conseqüência?




A felicidade deve ser procurada, conquistada e almejada? Ou simplesmente num determinado momento ela passa a habitar dentro de nós tornando-se um caminho e não o ponto de chegada? A maioria de nós acredita estar sempre em busca da felicidade e acaba perdendo momentos agradáveis da jornada terrena por acreditar que deve estar distante de tudo e de todos, pois não pode afastar-se desta busca.


A idéia de felicidade que temos estaria relacionada a muito dinheiro, sucesso, projeção social e destaque profissional? Ou felicidade encontra-se simplesmente quando recebemos um sorriso verdadeiro, passamos uma tarde agradável no campo, brincamos de forma descompromissada com nossa família ou quem sabe tomamos uma bebida com nossos amigos numa conversa informal? Depende dos sonhos e perspectivas de cada um e não estou aqui para dizer o que é felicidade ou como conquistá-la. Logicamente, todos devem estar pensando e imaginando seus conceitos de felicidade e não é necessária apenas uma opção, sendo que o mais adequado é uma profunda reflexão sobre o que realmente desejamos e buscamos e desta forma entenderemos que tudo o que foi descrito anteriormente são ilustrações reais de felicidade.


Peço a todos vocês, neste momento, uma profunda e verdadeira viagem ao seu próprio interior junto a sua essência, para que possamos entender que já somos felizes hoje e fomos felizes ontem e, portanto, poderemos ser felizes amanhã. O que não sabemos ainda é se a intensidade da felicidade do amanhã será a mesma do ontem, mas neste momento devemos repensar nossas atitudes e nossos passos para avaliar o risco. Quando se discute a tal felicidade esquece-se que cada ser humano possui suas próprias verdades e emoções e certamente seus conceitos e suas buscas serão diferentes.


Quando entendermos que na verdade tudo o que nos cerca poderá nos trazer felicidade, conseguiremos viver intensamente cada dia como se fosse o último e nossa busca terrena será por etapas. Quando entendermos que não será preciso tirar férias para alcançar a felicidade ou que não será necessário brecarmos nossas atividades e compromissos profissionais para sermos felizes, certamente neste dia saberemos que a verdadeira felicidade está na alma e no coração. A verdadeira busca da felicidade deverá ser com a emoção e não com a razão.


A felicidade pode ser alcançada com muito dinheiro, poder e ascensão profissional, mas também pode ser simplesmente obtida com simples atos e fatos como: receber um sorriso, amar e ser amado, sentir o perfume de uma flor quando estamos caminhando, brincar com uma criança, abraçar, tocar e sentir outra pessoa, admirar o sol e sentir o sabor da chuva. Tudo isso é felicidade, o que importa é o equilíbrio entre nossas diferentes buscas.


Felicidade não é um conceito frio e sim uma forte emoção e por isso a felicidade é diferente para cada um de nós, pois não depende apenas das conquistas, mas sim, de como a sentimos. Este sentimento que nos atordoa mostra que somos mais do que corpos de “carne e ossos” e que existe algo grandioso em nossa vida, sendo que muitas vezes, não compreendemos, mas isso nos torna seres capazes de sentir a felicidade de diferentes formas e sob diferentes aspectos.


Não importa “onde” vamos chegar e sim “como” vamos chegar. O que faz com que cada jornada tenha algo surpreendente e sensacional é a surpresa que a cada dia poderemos escrever novas páginas no livro da vida.


Por: Affonso Celso Gonçalves Jr.

Bandaids do coração




Você já parou para ver como é o seu coração? Como ele anda ultimamente? Não, não estou falando só daqueles chatíssimos exames de esteira ergométrica ou dos litros de sangue que você já deu em troca de míseros números de colesterol. Estou falando do outro... do coração, centro dos sentimentos.


Uma vez me explicaram que emoção é diferente de sentimento. Sentimento é o que se sente na alma, no coração. Como o amor, por exemplo. Emoção é aquilo que sentimos na barriga e vai subindo, subindo, como a raiva ou a paixão. As emoções vêm e vão. Depois de quinze minutos daquela discussão idiota com seu marido você nem se lembra mais “por que foi mesmo?”. Raiva passa. É como a paixão. Você não se governa quando vê o bofe, mas depois de dois meses “como era mesmo o nome dele”? Pois é, isso são as emoções.


As emoções não são coisas que controlamos. Podemos controlar a raiva para não esfaquear o marido, mas não podemos não ter raiva se algo nos irritou. Ela simplesmente vem, sobe e ponto final. E se você está aí sentada pensando que não sente raiva, querida, está só se enganando.


Os sentimentos são diferentes, muito diferentes. Eles não têm pressa, eles não chegam correndo. Você não olha e ama. Você vai amando no dia-a-dia, com as coisas que a pessoa faz, com o que a pessoa diz. Uma mãe não se apaixona por um filho, ela o ama. Vai amando a cada dia em que ele se forma na sua barriga, depois que ele nasce, quando ela percebe que o ama. E isso é o amor de verdade, não a paixão.


O amor é calmo, é translúcido. Você não tem pressa, não acha que vai perder porque o amor é seu. Você sente. Está lá dentro do seu peito e de pensar em qualquer pessoa que você ame dá um alívio gostoso. Pense naquelas vezes em que teve um problema cabeludo, mas quando pensou em alguém que ama, só de pensar já se sentiu melhor. É mais ou menos por aí.


Amamos com a alma. Amamos porque sentimos. Quem não sente não pode ter a maravilhosa capacidade de amar. Pode, sim, apaixonar-se, mas não se permite amar. Não porque não queira, mas porque nem sabe a diferença.


E esta é a grande pergunta, sempre: "o que é o amor e o que é a paixão e como eu sei a diferença?" Como eu sei que amo e que não é só uma paixão? A gente confunde tanto... diz que ama a paixão e despreza o amor. Como pode isso?Amar é isso: é entrega de um pedacinho da sua alma em troca do mais absoluto nada. Você não quer nada, não exige nada... só quer pode ficar ali, junto, sem pensar, só sentindo que aquele é, com certeza, o único lugar do planeta onde você queria estar. Que estar naquele lugar com aquela pessoa é a coisa que mais faz o seu dia feliz.


E amor pode ser por qualquer pessoa. Pode ser por uma coisa, por uma idéia, por uma profissão. Mais uma vez, repito, quem sente é você. O amor não morre com o outro ou com a distância. Você não enterra seu amor junto com os entes queridos que já se foram. É o que chamamos de saudade. “Saudade é o amor que fica”, como li num dia desses num texto que recebi pela internet. Fica e dura para sempre. Uma mãe que perdeu um filho sempre vai amá-lo. Uma mulher que perdeu o marido, também. Isso não quer dizer que não vivam, que não possam se apaixonar. Mas o amor, ele é sim eterno.


É engraçado, né? Procuramos tanto o amor eterno, o famoso amor eterno, e não percebemos que ele já existe dentro de nós. Que não precisamos do príncipe para amar eternamente. Que nem precisamos ficar com a pessoa para amá-la eternamente.


Perdi minha avó com 14 anos. Ela era minha segunda mãe e o amor que tenho por ela, ainda hoje, é enorme. E é uma delícia poder ainda sentir esse amor. Não é bárbaro? Ela se foi porque esse era o seu caminho, o seu destino e as suas escolhas, mas isso não matou o que sinto por ela. Ela sempre, sempre terá um cantinho, um nicho bonito e bem cuidado dentro do meu coração. E, assim, todas as nossas lembranças boas como as batatas-fritas que ela fazia, os morangos que colhíamos juntas no quintal e as brincadeiras do Bozo em frente à TV... vão durar para sempre.


Isso é o amor eterno. Isso é o verdadeiro e real amor eterno. Aquele que cultivamos dentro de nós e que não precisa de prova nenhuma de que existe. Porque ele é mais real do qualquer outra avó viva que haja por aí.


E é sentir e perceber isso que cura as nossas feridas. Que cura a nossa saudade. Que coloca pequenos bandaids no nosso coração. Que nos mostra que mesmo não presente, a presença do amor é sempre eterna. Não a posse da pessoa ou da coisa em si. Não o apego que ela fique conosco porque precisamos dela, como se precisássemos de qualquer coisa que esteja fora de nós, mas por amar. E só.


É uma grande ilusão procurar no mundo, a felicidade. Ela já existe. Está lá dentro, escondidinha, muitas vezes por uma montanha de mágoa e de corações partidos. Chega disso! Vamos largar isso? Vamos largar as mágoas, os casos mal-resolvidos, os problemas de infância e todas essas coisas que, na verdade, só nos ajudaram a sermos as pessoas que somos hoje? Vamos viver com verdade, verdade absoluta no que sentimos.


Faça um exercício agora, um que aprendi esta semana no Gasparetto. Coloque a mão no peito e sinta você lá dentro. Sinta essa pessoa que mora lá dentro e que é dona da sua verdade. A sua alma. Aquela que sabe cada pequeno detalhe do que é o melhor para você. Aquela que a orienta de verdade, tanto para acertar um caminho, quando para resolver a crise mundial.


Olhe lá para dentro e sinta-se. Sinta o amor que você tem reservado para você mesmo e que é eterno e nunca acaba. Limpe as teias de aranha do seu coração, coloque lindos bandaids coloridos e cure essas feridas. Logo os bandaids nem serão mais necessários e todos os seus amores estarão felizes, vivendo lá dentro de você.


Isso é o nosso poder pessoal absoluto. O poder de podermos sentir!


Sinta isso!

Por: Andrea Pavlovitsch

quinta-feira, 18 de junho de 2009



"Beleza e inteligência são coisas boas e desejáveis mas a melhor escrava é a que ama mais intensamente..."

(Magicians of Gor)