segunda-feira, 20 de julho de 2009





De novo essa proeza de caminhar em terreno minado... mas as leis da física estão sempre presentes na relatividade do pecado...

Delírios pactos, turbulências...


Deve ser porque tenho os caprichos inerentes à natureza da mulher.


Vivo onde habitam as feras, os espíritos das florestas, onde se determina a primavera, onde marcam nossas testas.
Passeio por onde se nasce, morre ou enlouquece, onde se aprende a natureza do fogo, íntima de Deuses e demônios.
Carrego esses pecados capitais, todos, e nem sempre é santa minha ira...

As vezes sou arrogante, intolerante; minha impaciência não se justifica. Culpo esses demônios secundários que nos fragilizam e desenham doidos itinerários...


Caminho na beira do abismo, entre o aceitável e o proibido...


Gosto de tudo o que não faz sentido: adrenalina, liberdade, sotãos, desvios, alquimia, dor, cheiros, pele, amores não resolvidos...

Gosto dos venenos lentos, dos que tecem as teias da minha libido. Os que se insinuam entre os tecidos, sussuram palavras de fel e de mel e aguçam meus sentidos...
Pensei em não voltar, mas estou sujeita às marés, aos ventos, ao tempo...


É inútil tentar disciplinar o desejo... Tentei domar meu sentimento, a inconstância do meu temperamento, volúvel como são as lágrimas...


Mas sou tão vulnerável às vazantes, desígnios, latitudes, aos ciclos e à força do mistério...


Tentei domar essa vontade de voltar, disciplinar, segurar, mas não consegui...


Na primeira noite enluarada... cedí...










2 comentários:

  1. lindo poema!!!!

    ahh.. adoro esta tua foto na imagem principal do blog.. é vc?

    bjos

    lua de Hägar

    =^.^=

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  2. Parabéns pelo lindo blog mel,
    Beijos repeitosos e sds ao teu Dono.
    Sir. Max.

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