sexta-feira, 24 de julho de 2009






Vai menina, feche os olhos, solta os cabelos... Joga a vida, como quem não tem o que perder, como quem não aposta, como quem brinca somente...

Vai... esquece do mundo...

Molha os pés na poça... Mergulha no que te dá vontade... Que a vida não espera por você...

Abraça o que te faz sorrir...

Sonha, que é de graça...

Não espere... Promessas, vão e vem...
Planos, se desfazem... Regras, você as dita... Palavras, o vento leva... Distância, só existe para quem quer... Sonhos, se realizam... ou não...

Os olhos se fecham um dia, para sempre... E o que importa você sabe, menina... É o quão isso te faz sorrir...

E só...












"Amo a liberdade, por isso... deixo as coisas que amo livres... se elas voltarem é porque as conquistei... se não voltarem é porque nunca as possuí..."



"o segredo é não correr atrás das borboletas... cuide do seu jardim e elas virão até voce!!!"

segunda-feira, 20 de julho de 2009





De novo essa proeza de caminhar em terreno minado... mas as leis da física estão sempre presentes na relatividade do pecado...

Delírios pactos, turbulências...


Deve ser porque tenho os caprichos inerentes à natureza da mulher.


Vivo onde habitam as feras, os espíritos das florestas, onde se determina a primavera, onde marcam nossas testas.
Passeio por onde se nasce, morre ou enlouquece, onde se aprende a natureza do fogo, íntima de Deuses e demônios.
Carrego esses pecados capitais, todos, e nem sempre é santa minha ira...

As vezes sou arrogante, intolerante; minha impaciência não se justifica. Culpo esses demônios secundários que nos fragilizam e desenham doidos itinerários...


Caminho na beira do abismo, entre o aceitável e o proibido...


Gosto de tudo o que não faz sentido: adrenalina, liberdade, sotãos, desvios, alquimia, dor, cheiros, pele, amores não resolvidos...

Gosto dos venenos lentos, dos que tecem as teias da minha libido. Os que se insinuam entre os tecidos, sussuram palavras de fel e de mel e aguçam meus sentidos...
Pensei em não voltar, mas estou sujeita às marés, aos ventos, ao tempo...


É inútil tentar disciplinar o desejo... Tentei domar meu sentimento, a inconstância do meu temperamento, volúvel como são as lágrimas...


Mas sou tão vulnerável às vazantes, desígnios, latitudes, aos ciclos e à força do mistério...


Tentei domar essa vontade de voltar, disciplinar, segurar, mas não consegui...


Na primeira noite enluarada... cedí...












Há momentos na vida em que sentimos tanto a
falta de alguém... que gostaríamos que ela
saísse de nossos sonhos e nos abraçasse
fortemente!!!









sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aprenda a se amar!




Você já reparou que por vezes queremos abraçar o mundo, quando na verdade não conseguimos abraçar a nós mesmos? Qual foi a última vez que você se abraçou?

Queremos cuidar de todos, enquanto não conseguimos, ou não sabemos, cuidar de nós e nem daqueles que amamos.

Quando não recebemos amor e atenção de nossos genitores da forma que desejávamos na infância, passamos a vida em busca deste amor em forma de reconhecimento e aprovação. Esperamos sempre, consciente ou inconscientemente, que alguém reconheça nosso valor e, quando não acontece, perdemos nosso referencial interno e também nossa auto-estima. Esperamos aprovação pelo que fazemos e, acima de tudo, pelo que somos e realizamos. E por não sermos reconhecidos, principalmente por pessoas significativas, deixamos de acreditar em nossa capacidade. Assim, passamos a buscar amor sempre no outro, e nunca dentro de nós. Esquecemos o quanto é essencial aprendermos a nos amar. Em alguns momentos, perdemos nosso amor-próprio e com ele nossa confiança, por isso a opinião dos outros se torna tão importante. Quantas vezes você disse a si mesmo do seu próprio amor? Quantas vezes você disse que se ama? Nunca? Pode ser! Mas sempre é tempo para começar.

Do mesmo modo que nosso físico precisa de água e comida, nossas emoções também precisam ser alimentadas. Mas estamos sempre esperando que o outro nos ame, nos abrace, que reconheça nosso valor, demonstre o quanto somos importantes, pois não nos sentimos capazes. Por que não nos amamos? Não nos aprovamos? Não nos sentimos importantes? Já pensou que se não nutrirmos estes sentimentos por nós mesmos, como podemos esperar que alguém o faça, e ainda mais, que faça melhor que nós? Por que desprezamos tanto nossa capacidade? Já pensou sobre isso?

É preciso aprender a identificar cada sentimento, sabendo o que sente e depois respeitar estes mesmos sentimentos e não desprezá-los. Não nos respeitamos e depois reclamamos que os outros não nos respeitam. Quantas vezes você sentiu algo e ignorou este sentimento para você mesmo? Geralmente isto acontece porque durante a vida, as pessoas tidas como significativas, ignoraram suas reais necessidades emocionais e com o tempo você aprendeu a fazer o mesmo. Por que desprezaram sua dor, você vai fazer igual? Pare com esse círculo vicioso. Olhe para dentro de você. Não como quem olha no espelho, superficialmente e tentando encontrar algum defeito, e porque até neste momento a imagem refletida é invertida. Olhe de verdade para dentro de seu ser, de sua alma. Deixe o medo de lado, pois ele não permite que você cresça. Enfrente-o e acredite que irá descobrir muitas qualidades que talvez ninguém reconheça, mas que há dentro de você. E se encontrar defeitos, quem não os têm? Olhe para eles com carinho, para mudar cada um, se quiser.

Transforme este momento no que podemos chamar verdadeiramente de crescimento, evolução. Liberte-se das necessidades não supridas de amor, aprovação, reconhecimento e saiba que só você pode se aprovar. Aprenda a se abraçar, se respeitar, se aceitar, se amar. Dê a si mesmo todo o amor que espera receber de alguém, pois só assim você poderá realmente ser amado e amar. Liberte-se das culpas, perdoe e perdoe-se! Liberte-se também das mágoas e dos ressentimentos do passado que só aprisionam e machucam tanto.

Agora, com as mãos livres, faça o seguinte exercício: coloque sua mão direita sobre seu braço esquerdo e sua mão esquerda sobre seu braço direito. Pronto! Você está aprendendo a se abraçar. Abrace-se com carinho, fale do quanto você é capaz, do quanto você pode conquistar com seus próprios méritos. Fale do quanto acredita em você e, principalmente, do quanto você se ama. Fale que a partir de agora, só você mesmo pode aprovar ou não o que faz. Se ninguém o ama, você se ama. Se ninguém vibra com suas conquistas, você mais do que ninguém passará a valorizar e a celebrar cada uma delas.

Não espere mais que o outro venha salvá-lo, venha aprová-lo e reconhecer tudo de bom que você faz. Pare de colocar sua vida e seus sentimentos, que é tudo que você tem de mais valioso, nas mãos de alguém. É claro que você pode dividir tudo isso com alguém que seja muito especial e que o ame muito, do contrário, guarde tudo só para você.

Agora olhe para dentro de você, sem medo, para que possa se descobrir. Perceba sua essência, deixe brilhar sua luz, pois só assim encontrará paz e poderá valorizar sua maior dádiva: sua vida neste momento presente! Afinal, o passado já se foi... e o amanhã, ah, o amanhã! Quem saberá? Por isso, a hora de começar é agora, faça seu melhor já! Comece irradiando amor... primeiro por você, depois poderá contagiar aqueles que ama.

(Rosemeire Zago)



quarta-feira, 8 de julho de 2009

DONO...





A nudez do TEU corpo é idéia que vaga solta no campo
da fantasia... abre portas, ressuscita sonhos
e incendeia as minhas emoções...

Atordoada pelas saudades crescentes...
meu corpo todo se ouriça à TUA procura...

Quero me queimar no TEU fogo e guardar para sempre a cicatriz escarlate dos N/nossos encontros...
























terça-feira, 7 de julho de 2009




Gente virtuosa demais me desagrada...


Prefiro os imperfeitos...


Gosto daqueles que lutam para não enlouquecer...


Preciso daqueles que têm medo, e ainda que de pernas bambas, seguem...


Sonho com aqueles que trazem a esperança por um fio...


Aqueles que sabem rezar e se recusam para não incomodar o divino...


Aqueles que se perderam de si próprios...


Apaixono-me por aquela gente que traz um olhar perdido, como quem se prepara para dar adeus...


Necessito de gente cuja boca tenha beijado tantas outras, que já perdeu as contas...


Não por um simples capricho sexual ou uma promiscuidade sem poesia, mas por necessidade de mais vida...


Prefiro gente que um dia trepa, no outro fode e no terceiro faz amor...


Gosto de gente que erra tanto, que consegue ousar sem neura...


Preciso de gente que ama e odeia; porque de indiferentes o mundo já está cheio...


Vibro com gente que não aceita desrespeito... Gente que num dia desiste e no outro tem fé...


Amo gente que ama sem se importar com o gênero... Gente que salva desconhecidos... Gente que enxerga onde os olhos já não podem ver...


Realmente eu preciso de gente imprecisa...


Porque a imperfeição é perfeita, dentro do que se propõe...


(Isa Zeta)





segunda-feira, 6 de julho de 2009

Diário de Emoções




Quantas vezes você sentiu angústia, uma dor no peito incontrolável, uma vontade imensa de colocar para fora o que sentia, com a nítida sensação que se não falasse iria explodir e percebeu que não havia ninguém com quem falar? Ou ainda, quantas vezes desabafou com alguém que confiava e depois tudo aquilo que foi confidenciado tornou-se alvo de fofocas ou comentários maldosos?


Já percebeu as infinitas vezes que procurou alguém para falar o que estava sentindo e era só parar para respirar, o outro logo vinha contando a própria história, deixando-o com a sensação de que não foi ouvido? E naquele momento você precisava apenas de alguém com sensibilidade para que o ouvisse com atenção para aliviar sua dor. A experiência do outro pode até ajudar, mas o que acontece mesmo é que todos estão tão ansiosos para falar, que nem percebem o momento que devem calar e permitir que quem os procurou tenham apenas um ombro para chorar. A última coisa que você queria era ouvir mais problemas, já que naquele momento estava difícil suportar os seus, não é mesmo?


E você desejando apenas alguém que o ouvisse, teve que suportar julgamentos, críticas e opiniões, que sequer havia pedido. Parece que o fato de falar dá ao outro o direito de julgar, emitir opiniões, mesmo quando não solicitado. Há ainda aqueles que nos dão seu silêncio, mas não o silêncio de apoio que se demonstra num olhar, num abraço apertado; oferecem-nos aquele silêncio que não há outra forma de interpretar senão como desprezo, indiferença, e acabamos somando mais uma dor, nos fazendo sentir que nossos sentimentos não têm valor algum. E como isso também dói.


Os sentimentos e emoções afetam todo nosso organismo, como todos nós sabemos.


Como não é algo que podemos visualizar, é abstrato, muitas vezes temos dificuldade em identificá-los ou entendê-los e assim, elaborá-los. Sentimos angústia, cansaço, uma grande confusão que nos impede até de pensar e, fugimos. Não queremos pensar e muito menos enfrentar, ainda que inconscientemente. Mas logo a angústia insiste em retornar como se fosse para nos lembrar que há algo mal resolvido dentro de nós.


Nesse momento, muitas vezes, o melhor amigo poderá ser um papel em branco... é isso mesmo, uma folha onde você poderá escrever tudo o que sente, sem julgamentos, ou ainda no computador, mas só tome o cuidado para que outra pessoa não tenha acesso às suas anotações.


Quando você escreve o que sente, permite uma conexão com você mesmo e com tudo aquilo que você tem de mais valioso: seus sentimentos. Ainda que ninguém os respeitem ou considerem, você deve respeitá-los e acima de tudo, ouvi-los.


Escrever sobre os próprios sentimentos pode melhorar até a saúde e ajudar na remissão de muitos sintomas. Foi realizada uma pesquisa na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, onde acompanharam 180 mulheres em estágio inicial do câncer de mama por três meses e as conclusões são claras. Elas foram divididas em 3 grupos. Um escreveu sobre o medo de morrer, o segundo sobre a aproximação da família e o último não escreveu nada. Quem passou para o papel seus sentimentos teve menos da metade dos problemas físicos relacionados ao tratamento. Mas não precisamos ir muito longe, de todos as pessoas que atendo no consultório, todas são orientadas a escrever sobre seus sentimentos. É claro que apenas uma minoria coloca em palavras o que sente, porém são essas as pessoas que mais conseguem obter controle sob suas emoções.


Ao escrever, você adquire antes de tudo autoconhecimento. Você pode escrever o que está sentindo no momento, ou escrever sobre toda sua história, principalmente momentos que marcaram sua vida. Isso trará um entendimento mais profundo de muitas situações que foram deixadas de lado, mas nem por isso deixam de machucar. Você pode fazer um diário de emoções, anotando tudo o que sente. Quando for escrever, não se preocupe com a caligrafia, acentos, pontuação, dê ouvidos apenas aos seus sentimentos, permitindo-se expressar apenas sua emoção. Ao escrever seus sentimentos, o lado direito de seu cérebro estará ativado, que é a parte responsável pelas emoções, e ao preocupar-se com a letra, ativará o lado esquerdo, responsável pela razão, e que poderá bloquear suas emoções. Por isso, não se preocupe com nada, apenas em colocar em palavras o que sente.


No começo será natural sentir um pouco de dificuldade, mas se deixar fluir tudo o que estiver sentindo, sem querer entender ou justificar, aos poucos perceberá que os sentimentos virão e seus dedos correrão sobre o papel ou teclado com muita facilidade. Se estiver muito confuso, poderá escrever o que estiver sentindo separando por áreas da sua vida, por exemplo, profissional, financeiro, afetivo, familiar, pessoal, pois muitas vezes a confusão se instala quando misturamos tudo.


Depois que suas emoções foram colocadas no papel, você poderá em outro momento em que estiver mais calmo, ler o que escreveu e analisar, agora sim com a razão, sobre tudo que estava sentindo. Isso fará com que perceba mais claramente seus sentimentos e também os motivos que os despertaram. É como se organizasse sua mente, equilibrando sua emoção com a razão.


Podemos encontrar nas letras os motivos e o entendimento dos próprios sentimentos. Você pode também escrever, se for o caso, para alguém com quem você não consegue verbalizar o que sente, seja depois de uma briga ou apenas para expressar seus sentimentos, sem pensar em entregar, apenas para desabafar o que sente.


Mas escrever serve mesmo para conhecer-se! Descobrir o que pensamos sobre nós mesmos e também os sentimentos que são despertados dentro de nós por aqueles com quem convivemos eleva nossa percepção de nós mesmos. É como um levantamento de nossas idéias e uma auditoria nos sentimentos. É uma maneira de comprometer-se consigo próprio, transformando o raciocínio em palavras que podem ser relidas, analisadas, sem defesas ou fugas, que muitas vezes acontecem quando ficam limitadas apenas aos pensamentos.


Mas tenha o cuidado para que ninguém tenha acesso às suas anotações ou seu diário. Depois de tudo analisado, você poderá, se quiser, rasgar, amassar, queimar, jogar no lixo, deletar, ou ainda, poderá guardar para ir observando, cada vez que reler, seu próprio progresso, suas conquistas, sua capacidade de superar obstáculos que a princípio pareciam intransponíveis. Escrever é altamente terapêutico e torna-se cada vez mais fácil com a prática. Você só saberá se começar. Você tem uma folha de papel em branco???


Resemeire Zago

domingo, 5 de julho de 2009




A intimidade é uma necessidade legítima do ser humano, sem a qual não é possivel ser feliz.




No entanto, conquistá-la não é uma tarefa simples...




Temos medo de ser rejeitados se nos mostrarmos tal como somos e revelarmos nossos sonhos, esperanças, medos e fragilidades...




Mas... para construir um relacionamento feliz e duradouro, precisamos estabelecer uma relação de confiança e entrega...




A verdadeira intimidade engloba todos os aspectos da natureza humana; físico, emocional, intelectual e espiritual...




Se aprendermos a explorar esses aspectos, encontraremos muitos motivos para passar a vida inteira juntos...

quinta-feira, 2 de julho de 2009



Eu ouvia TEUS passos... caminhava em TUA direção.
Absorvia TEU poder sem sequer saber-TE mortal...
Sentia TUAS mãos guiando-me, e apenas ia, seguindo minha intuição.
E aguardava calada o momento da entrega...
Fatal...

Amei-TE nos meus sonhos de menina.

Idealizei-TE noite, dia... incessante espera.

Imaginei-TE possuindo-me, felina.
Jurei-TE devoção nos meus delírios de cadela...

Até que enfim chegastes...
Forte e poderoso, diante de mim, TEUS pés...

Curvei-me. No coração a certeza, no corpo a entrega plena.
Posse definitiva e verdadeira... Ainda que tenha andado na contra-mão e no revés. Agora sim, era TUA e queria que fosse para a vida inteira...

Presa às correntes da submissão, conheci o sabor da liberdade genuína.
Provei da verdade ao seguir de olhos fechados o TEU caminhar.

Amarrada, e à mercê das TUAS vontades, a fêmea se entrega. Menina.
Acorrentada aos TEUS desejos, brindo à escravidão que me permite ser FELIZ...